BIOGRAFIA E AUTOBIOGRAFIA ─ Alice Helena 7ºA

 ·──────BIOGRAFIA────·

Gilse Soares Ferreira Storch, minha mãe, nasceu no dia 22 de junho de 1984, no hospital São Paulo Maternidade, que foi desativado em maio de 2022. Seus pais, Maria de Fátima Soares Ferreira e Severino Galdino Ferreira, ficaram muito alegres ao saber que teriam mais uma filha na família, já que Zuleide, a mais velha das 3 irmãs, havia nascido em 1981. Jacyelle, nasceu pouco depois, em 1987.

Sua infância foi como a de qualquer criança de família humilde nos anos 90, onde se tinha muito contato com os primos e amigos, atividades ao ar livre. Ela podia ficar na rua brincando de pega pega, esconde-esconde, amarelinha, corre cutia, futebol e vôlei até ao escurecer, porque os vizinhos cuidavam um dos filhos dos outros. Ela sempre teve muito contato com os avós Josefa, Juvenal, João e Rosália, apesar de todos serem de muito longe(Paraíba). Como dito em palavras da mesma, “em época de vacas gordas tínhamos: tubaína, salgadinhos, pirulitos, balas, maria mole e pé de moleque”. Perto de sua casa, havia uma doceria, onde faziam a festa.

Como dito antes, é de família humilde. Sua irmã mais velha ia para a escola no período da manhã, e ela, de tarde, então, quando a irmã chegava por volta do meio-dia, ela corria para o portão para trocar os sapatos com a irmã. Aos nove anos, começou a trabalhar como ajudante de feirante, e com o primeiro salário desse emprego, conseguiu comprar seu primeiro par de tênis pessoal com uma qualidade melhor, que foi seu melhor presente. Também nessa época, quando fez uma cirurgia cardíaca no auge da infância, foi impedida de estudar presencial por um período, e também não podia mais trabalhar, causando um desajuste na renda da família. Durante essa cirurgia, se apaixonou pelo meio da enfermagem, e desde aquele dia, pensava em ingressar na área.

No período de sua adolescência, foi instrutora de dança com várias modalidades, como: sertanejo, country e vanerão(tipo de dança típica do Rio Grande do Sul). Nessa época também estudou na escola de Técnico em enfermagem Albert Einstein, e nesse mesmo hospital foi onde trabalhou cerca de 12 anos na área de técnica. Também no Hospital Israelita Albert Einstein, conheceu Vanderlei Storch, seu marido e meu pai. Também participava de ministérios na igreja católica, como grupos de jovens, pastoral da criança. Minha mãe sempre pregou a mim que Deus é justo, e que ele está acima de tudo e de todos, a espiritualidade é bem presente em nossa família.

Um acontecimento feliz em sua vida foi o nascimento de sua única filha, eu, pois, apesar de uma gestação muito complicada, ficou extremamente feliz ao saber que eu não precisaria passar pela temida UTI (unidade de tratamento intensivo) e que não eu não teria problemas cardíacos como ela, apesar da mesma passar noites em claro por conta das minhas cólicas e crises de bronquite (broncoespasmo). Esse acontecimento a deixou plena e muito mais grata à Deus, segundo suas palavras.

Atualmente tem 39 anos e suas comidas favoritas são: massas, peixes, sucos, refrigerantes, chás, café, pudim, bolos e docinhos de aniversário. Ela tem e sempre teve um bom relacionamento com as pessoas, condomínio, supermercado (pessoa sabe fazer vínculos) e ela sempre diz: “quem não serve pra servir, não serve para viver”. Prega que sempre devemos ser melhores , e sempre que pudermos fazer algo por alguém ou por nós mesmos, sempre ser gentil! No trabalho costuma rir em situações caóticas, e isso traz um pouco de leveza e talvez um respiro para seguir as próximas horas . Em casa, o lema é “primeiro vamos resolver e depois se desesperar” é a frase que ela mais usa. É a rede de apoio de muitas pessoas, afinal, carrega o cuidado na essência, coração e na profissão.

Eu a admiro muito em tudo o que faz e como leva a vida com sinceridade e amor com todos ao seu redor, por isso, decidi fazer essa biografia sobre minha mãe, a pessoa mais forte e gentil que já conheci.




·───AUTOBIOGRAFIA───·

Olá! Meu nome é Alice Helena Ferreira Storch e nesse texto vou contar a minha história. Meus pais, Vanderlei Storch e Gilse Soares Ferreira Storch, se conheceram no dia sete de maio de 2010, durante uma festa do hospital Albert Einstein, e no dia seis de setembro de 2011.Durante o parto, a obstetra chamada Dra. Rosa, que era adventista, fez uma oração bem breve durante o parto, e na maternidade do Hospital e Maternidade Santa Joana eu era chamada de “super-bebê” pelas enfermeiras, porque eu tinha nascido com 3,7 kg.

Quando tinha cerca de um ano, minha meia-irmã por parte de pai, Beatriz de Assis Storch, veio morar comigo aos 13 anos. Nós nunca fomos muito próximas, até porque, eu gostava de ficar sozinha brincando com tintas e brinquedos barulhentos (chocalhos e potes de moeda), e ela, era muito focada nos estudos, principalmente nas áreas de exatas, como física e matemática, e eu sempre admirei ela por isso. Mas, apesar desse distanciamento, tenho memórias vívidas dela me ensinando como as cores chegam aos nossos olhos e dela me ensinando números e algumas palavras em inglês.

Quando tinha cerca de 5 anos, comecei a sofrer bullying de 2 garotas mais velhas que eu, e para piorar, não podia falar com a diretora, pois as garotas eram filhas dela. Eu demorei para contar para minha mãe, por medo do bullying ficar pior, mas, assim que contei, minha mãe se prontificou a encontrar uma nova escola, e aos 6 anos, me mudei para a Prisma, uma escola com princípios adventistas (religião onde penso em me batizar), e onde estudo até hoje, e ao longo dos anos, tive muitos amigos, eu sempre tive um bom relacionamento com outras pessoas.

Apesar disso, minha infância no geral foi bem tranquila, eu sempre viajava para Laranja da Terra, uma cidade rural no Espírito Santo, e isso fez com que eu tivesse e tenha até hoje uma grande conexão com animais, principalmente gatos e cavalos. Eu consegui controlar meu primeiro cavalo aos sete anos, quando ganhei a Branquinha de presente (hoje, o filho dela está sendo treinado para eu montar nele na cavalgada anual do Espírito Santo, um evento bem importante na cidade), e ela foi o melhor presente da Terra!

Após algumas idas ao hospital por conta de crises de bronquite, minha mãe decidiu me matricular em aulas de natação, pois melhoram a força do pulmão e o condicionamento físico, e eu estava meio sedentária. Depois de uns três anos e meio de aulas, eu saí das aulas e comecei a ir para o clube de Desbravadores “Pioneiros da Colina”. Os desbravadores são clubes de adolescentes de diferentes classes sociais, cor e religião, que se reúnem uma vez por semana para aprender a desenvolver habilidades e a conviver com a natureza, e esse clube é minha paixão. E agora, com 12 anos, comecei a fazer Jiu-jitsu. Ainda sou faixa branca (grau baixo), mas planejo ser faixa azul até o final deste ano!

Uma curiosidade sobre mim: eu planejo muitas coisas, e quando algo foge desse planejamento, eu me irrito. Por exemplo, se eu não conseguir minha faixa azul, algo que depende totalmente do meu empenho, eu vou ficar irritada e me perguntando “por que eu não me esforcei mais?”, e coisas do gênero. Falando em planos, um dia quero me tornar piloto de avião, e se eu conseguir conciliar, vou me tornar grafiteira e vender pinturas a óleo sobre tela. Os meus avós gostam de ver meus desenhos, apesar do meu avô, Severino, não enxergar muito bem, ele gosta de receber desenhos. No aniversário da minha avó, Maria de Fátima, darei uma rosa de papel cartão para ela, espero que ela goste. 

Minha avó faz comidas incríveis, e isso é uma coisa que ninguém da minha família discorda. Até meu avô, que não gosta nem um pouco de sopa, sempre repete quando minha vó faz a sopa de legumes dela. Durante o ano novo, toda a família se juntou na casa dela para comer a ceia e ver os fogos de artifício, já que a lavanderia dela é aberta e tem uma boa vista a noite. Foi um momento bem marcante, eu gostei muito. Mas indo mais para o meu gosto pessoal, eu gosto mais de coisas geladas, como sorvete, suco e café gelado (frappuccino). Também gosto bastante de frutas tropicais, morango, uvas, kiwi e melancia são as minhas favoritas.

Essa foi minha biografia! Agora, é só terminar meu estudo bíblico, me batizar, ganhar minhas especialidades do clube, avançar para a faixa azul, ter um bom desempenho na escola e terminar meus projetos artísticos, ufa! Tenho grandes esperanças sobre esse ano e acho que vai ser bem corrido. Enfim, tenho que me esforçar, não é?


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